PAPAGAIO 08 – Uma Viagem

(Baseada em fatos reais.)

O prazer era mútuo várias vezes, aliás muitas vezes pois eram várias pessoas com o mesmo objetivo: Viajar no São João!

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PAPAGAIO 07 – MICATRÔ – A Micareta do Metrô de Salvador

Lá do alto dos seus cinco metros da sua estrutura concreta, aparece todo reluzente o trio-elétrico, com seus acordes repetitivos e ritmados, deixando todos loucos para estarem perto. Estamos falando do elevado supostamente erigido para permitir os passeios do metrô de Salvador. Doce quimera.

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PAPAGAIO 04 – Voyeur

Imagine um bando de não-come-ninguém, sobre um muro, dando nota a toda menina que passa, com plaquinhas e tudo. Umas recebem dez e fius-fius, outras recebem sete e palmas, enquanto outras ainda recebem vaias. Na realidade o que é demonstrado ali é a incapacidade deles em ganhar uma menina. Ao fim da sessão, retiram-se e marcam no dia seguinte para o mesmo entretenimento. Por outro lado, as meninas que foram “analisadas”, até mesmo sem saberem, seguem seu curso normal. Algumas que perceberam talvez se tocaram e correram ou não para os espelhos. Outras ainda deram um retoque no visual no dia seguinte ou desviaram o caminho. A que recebeu dez, toda orgulhosa, passará sempre à frente da banca examinadora para ser avaliada de novo, e de novo se envaidecer. Porém, como a banca não é especialista possa ser que a mesma que recebeu dez outrora, agora com um novo penteado ou novas roupas, receba um singelo oito. E aí? Frustração!

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PAPAGAIO 03 – O viajante

Existe uma expressão erroneamente atribuída ao general Charles D’Gaulle, onde se afirmava que o Brasil não era um país sério. Na visão internacional realmente o país não o era. Do pós-guerra até a redemocratização, o país passou por suicídio (sic) de um presidente; renúncia espontânea de outro; golpe militar; morte de um presidente nos dias de sua posse; extensão de mandato de outro presidente; impeachment de outro; e por fim, emenda constitucional para reeleição, inclusive presidencial. Ufa!

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PAPAGAIO 02 – O cara e a coroa

O Homem é um ser político e como tal é dotado de herança cultural impregnada nos genes que o constitui. Toda sociedade constrói seus ícones que o tomam como parâmetros em busca de sua própria sobrevivência e perpetuação de sua cultura.

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PAPAGAIO 06 – O Rei Sol e o Desamor

Passava um pouco do meio dia, ela o agarrou forte pelo colarinho, como se fosse tirar satisfações, e disse: me ame. Ele, assustado, só pôde concordar, afinal era a espera de uma vida por aquele momento. Foi uma tarde em Bagdá de Xarazade. Ela tinha toda a casca da mulher mais bonita do mundo, se mostrava inteira, amante e sorridente. Era, estranhamente, a mulher mais amante deste e daquele mundo.

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PAPAGAIO 05 – Aceita-se currículos

Homem maduro, professor, separado, pai de dois filhos e torcedor do Baêa, pobre, magro e feio -minha mãe me acha lindo, minhas ex nem tanto- está aceitando currículos de moças jovens para um relacionamento legal. Será oferecido à escolhida confortáveis passeios num Voyage 94, parecendo muito com um 2005, aulas particulares e constantes de História do Brasil e Universal, muita farra e pouca besteira. Pode até rolar uns finais de semana bem bacanas em Arembepe (eu tenho uma irmã que tem uma casinha por lá). A candidata deve ter em torno de vinte e dois anos, ser burra e pagodeira. Deve ter ancas largas para nos dar filhos saudáveis, cabelos escondendo a nuca, para me sufocar, e que seja usuária de roupas que não deixem tantos doidos, e nem a mim doído. Não deve me apresentar chicletes em movimento, e nem misturar sarapatel com lasanha.

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