PAPAGAIO 06 – O Rei Sol e o Desamor

Passava um pouco do meio dia, ela o agarrou forte pelo colarinho, como se fosse tirar satisfações, e disse: me ame. Ele, assustado, só pôde concordar, afinal era a espera de uma vida por aquele momento. Foi uma tarde em Bagdá de Xarazade. Ela tinha toda a casca da mulher mais bonita do mundo, se mostrava inteira, amante e sorridente. Era, estranhamente, a mulher mais amante deste e daquele mundo.

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PAPAGAIO 05 – Aceita-se currículos

Homem maduro, professor, separado, pai de dois filhos e torcedor do Baêa, pobre, magro e feio -minha mãe me acha lindo, minhas ex nem tanto- está aceitando currículos de moças jovens para um relacionamento legal. Será oferecido à escolhida confortáveis passeios num Voyage 94, parecendo muito com um 2005, aulas particulares e constantes de História do Brasil e Universal, muita farra e pouca besteira. Pode até rolar uns finais de semana bem bacanas em Arembepe (eu tenho uma irmã que tem uma casinha por lá). A candidata deve ter em torno de vinte e dois anos, ser burra e pagodeira. Deve ter ancas largas para nos dar filhos saudáveis, cabelos escondendo a nuca, para me sufocar, e que seja usuária de roupas que não deixem tantos doidos, e nem a mim doído. Não deve me apresentar chicletes em movimento, e nem misturar sarapatel com lasanha.

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